O artista plástico, Armarinhos Teixeira, vive e trabalha em São Paulo. No seu trabalho, estuda a morfologia das coisas desde 1990, que estão entre a cidade, a mata e as áreas áridas. Numa via de expressão de intensidade, a construção de novos amparos, que se espalham como uma miragem contemporânea. A partir daí, cria em extensão: esculturas, instalações, desenhos e interrogativas em outras mídias,assim forma-se a Bioart

Bioart

“É preciso que eu esteja íntegro, ou seja, em estado sólido, líquido e gasoso, para que o fenômeno criativo aconteça. A criação dos meus trabalhos depende da minha percepção do território, os espaços e seus recursos, sejam eles orgânicos ou inorgânicos”, declara Armarinhos.

Colônia

 

Política. Região pertencente a um Estado e situada fora de seu âmbito geográfico principal; possessão, domínio.

 

Biologia. Conjunto de organismos da mesma espécie e que vivem juntos: conjunto de bactérias.

   

 

SOBRE OS SERES E AS COISAS

 

 

"Toda paisagem é um estado de espírito"

Fernando Pessoa

 

 

A paisagística foi o elemento estruturador da arte brasileira desde os seus primórdios. Frans Post e todos os artistas viajantes que por aqui vieram tinham por objetivo registrar e documentar a flora brasileira e, muitas vezes, por ela se deixavam encantar, imprimindo características pessoais e permitindo toques de criatividade originários do encantamento que a luxúria tropical neles provocava. Após a missão artística francesa de 1815 esse comprometimento com a paisagem transformou-se em desafio e, com o Império, virou política de Estado: construir, a partir da paisagem local, uma estética que refletisse a proposta de implantar, sob a linha do Equador, uma nação européia de porte gigantesco em meio à luxúria e ao transbordamento da vegetação tropical: "Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso!" (1)

 

Esse investimento na construção de uma identidade nacional através do espaço paisagístico que nos envolve se acentua, no século XX, com os modernistas e seu desafio de criar uma forma que fosse capaz de integrar postulados universais com algumas características específicas brasileiras; os primeiros modernistas se empenharam em busca dessa síntese e acabaram por legar um painel amplo e verdadeiro da diversidade nacional, fazendo da paisagem um instrumento que, metaforicamente, revele a complexidade das relações sociais do país. Posteriormente, Burle Marx e Krajcberg, antípodas em suas ações, incorporam a paisagem como base de suas trajetórias artísticas, um buscando, com imenso talento, organizar a beleza tropical em territórios delimitados, construindo um mosaico surpreendente de cores e texturas que se manifestam em várias técnicas e suportes e o outro criando objetos de grande impacto oriundos da destruição, da ganância e do desrespeito ecológico e dando-lhes voz e significado através de um discurso poético que provoca estranhamento e encanto através do homem como agente da morte e da arte como instrumento de ressurreição.

 

No mundo contemporâneo, a arte amplia as suas funções e os seus horizontes, buscando inserções em vários espaços e segmentos de nossa complexa rede cultural. A idéia tradicional da arte contemplativa ou comprometida com a construção de um suposto mundo ideal a ser projetado no futuro cede lugar a uma ação guerrilheira, provocando paradoxos, despertando reflexões e propondo conceitos que justificam a forma com a qual se apresentam. Tunga, certa vez, definiu o artista contemporâneo como aquele "que junta coisas distintas". A criação contemporânea consiste na capacidade de entender a arte como instância do processo de conhecimento, elemento desafiador a provocar verdades e sugerir reflexões através da manipulação de elementos oriundos da ciência, da pesquisa e da arte e da sensibilidade. Essa articulação de saberes, nos quais a instância temporal atua com impacto e precisão, está presente em diversas e distintas produções artísticas brasileiras além de Tunga: Nuno Ramos, Angelo Venosa, José Rufino, Marcos Coelho Benjamim são alguns artistas que definem sua produção através dessa confluência de informações. Esse é o universo no qual a produção de Armarinhos Teixeira se insere, construindo uma paisagem que recusa a contemplação passiva e que insere, de maneira original e contundente, os fenômenos, os processos e as regras da botânica no interior da própria obra, que assim se identifica como simbiose entre a ciência e a arte.

Os objetos seriados criados pelo artista surpreendem pela ousadia e arrojo. Eles se organizam como um corpo no qual a estrutura, os tecidos e as seivas articulam uma composição de grande impacto visual. Eles são assim, intrinsecamente híbridos, guardiões de um templo secreto, visitantes de um território distante, sentinelas de uma ordem indecifrável, uma metade mecânica, outra metade idéia, uma metade morte, outra metade vida, uma metade silêncio, outra metade algazarra. E ali estão, diante de nós, cyborgs de um mundo desconhecido, esfinges contemporâneas à espera de serem decifradas, desafiando a razão, provocando os sentidos, ensinando, como no samba, "que a vida não é só isso que se vê, é um pouco mais, que os olhos não conseguem perceber..." (2). Assim elas se constituem, elementos de uma paisagem que a cada dia se transforma, movimentos dialéticos sob a regência do tempo e sobre a ação da arte como ferramenta de construção de elementos sem memória, surpresos, incrédulos, misteriosos em sua estranha maneira de ser, em sua estranha forma de vida. Por isso, diante delas, indagamos como se estivéssemos diante do nosso próprio espelho: de onde vieram, quem são, para onde irão?

 

E ali elas estão, agrupadas, elementos oriundos de uma mesma comunidade, de uma mesma genética, de uma mesma inteligência, membros de um coletivo, de uma mesma colônia. Esse é o princípio, a essência: entre os seres e as coisas, esses objetos/indivíduos se articulam na construção de uma linguagem particular, na comparação visual entre eles, iguais e diferentes, seres de cada geografia e de cada momento. Sobre eles, meses atrás, para uma exposição no Museu Nacional em Brasília, escrevi: "Eles criam diálogos entre o mundo dos seres vivos e os objetos inanimados. Nesse pequeno mundo criado pelo artista como morada de suas idéias e de seus objetos, é preciso respirar e perceber lentamente a dinâmica das coisas." Se, nesta exposição na capital brasileira esses objetos pareciam integrar uma comunidade que surgia através da superfície sólida, de uma base permanente, em busca da verticalidade e da altitude, aqui e agora, em São Paulo, em sua primeira grande mostra na sua cidade natal, no Centro Cultural Correios, Armarinhos Teixeira parte de um mundo submerso, a partir de pesquisas que realizou na Amazônia, onde o movimento das águas, as cheias e as marés, alteram profundamente a paisagem regidas pelo ritmo das cheias e das vazantes. Nessa nova série, as colônias submersas criam elementos de grande potência visual na qual o tempo é o regente de suas transformações. Assim, materiais industriais incorporam plantas aquáticas e carnívoras, interligando-as a sistemas de transmissão de nutrientes que fazem de cada obra algo em permanente transformação, elementos mutantes, metáforas precisas e extremamente poéticas de caminhantes que seguem a sua sina de seguir pelo mundo em busca de seu sentido e de sua razão.

 

 

Marcus de Lontra Costa

São Paulo. agosto. 2019

 

 

 

(1) "Hino Nacional Brasileiro", F.Manuel da Silva e J.Osório Duque Estrada

(2) "Sei lá Mangueira", Paulinho da Viola

 

ABOUT BEINGS AND THINGS

 

" Every landscape is a state of mind." Fernando Pessoa

 

Landscape painting has been the structuring element of Brazilian art  since its very beginning.Frans Post and all the travelling artists who came here had as their purpose to register and to document the Brazilian flora and, many times, having fallen in love with it, imprinted persinal characteristics on it and allowing touches of creativity coming from the love that the tropical lusciousness caused in them.After the French artistic mission of 1815 this commitment to the landscape turned into a challenge to the empire, turned into State politics : to build starting from the local landscape, an aesthetic which would reflect the proposal of implementing below the Equatori e, a European nation of gigantic dimensions amidst the lusciousness and the overflowing of tropical vegetation: " Gigantic by your own nature, you are beautiful, you are strong, serene giant ! " ( 1)

 

This investment in the construction of a national identity through the landscape space which surrounds us gets stronger in the 20th century, with the Modernists and their challenge to create a form which would be able to integrate universal postulates with some specific Brazilian characteristics: the first Modernists strived to find this synthesis and ended up leaving the legacy of a broad and truthful panel of the national diversity, turning the landscape into an instrument which, metaphorically, reveals the complexity of the social relations in the country. Later, Burle Marx and Krajcberg, antipods in their actions, incorporated landscape as a basis of their artistic carrers, striving to, with immense talent, organize the tropical beauty in delimited territories building a surprising mosaic of colors and textures which manitest themselves in various techniques and stands and the other  creating high impact objects coming from destruction, greed and lack of respect for Ecology and giving them a voice and meaning through a political discourse which causes a feeling of bewilderment and enchantment through man as agent of death, and art as an instrument of ressurrection.

 

In our contemporary world, art amplifies its functions and its horizons, looking for its place in several spaces and segments of our complex cultural network.The traditional idea of contemplative art or art commited to the construction of a supposed ideal world to be projected in the future gives way now to a guerrilla action, looking for paradoxes, causing reflections and proposing concepts which justify the way they present themselves.Tunga, once, defined the contemporary artist as someone " who puts together distinct things".The contempotary creation consists of the ability to understand art as an instance of the process of knowledge, a challenging element which teases truths and suggests reflections through the manipulation of elements which come from science, from research, and from art and from sensitivity.This articulation of knowledges , , in which the temporal instance acts with impact and precision is present in different and distinct  Brazilian artistic productions besides Tunga: Nuno Ramos, Angelo Venosa, Jose Rufino, Marcos Coelho Benjamim are some artists who define their production through this confluence of information.

 

This is the universe in which Armarinhos Teixaira' s production is, building a landscape  which refuses passive contemplation and which puts together, in an original and striking way, the Botanics phenomena, processes and rules within the artwork itself, which so identify itself as a symbiosis between science and art. The serial objects created by the artist surprise us by their courage and boldness. They organize themselves as a body in which the structure, the fabrics, and the saps articulate a composition of great visual impact.They are so intrinsically hybrid, guardians of a secret temple, visitors of a distant territory, watchmen of an indecipherable order half mechanic and the other half ideas, half death and half life, half silence and half joyful noise.And then they are in front of us, cyborgs of an unknown world, contemporary sphinxes waiting to be deciphered, challenging reason, teasing the senses, teaching us,  as the samba says, " that life is not only what we see, it is a lot more, that eyes can not perceive..." ( 2)

 

So, they form themselves,  elements of a landscape which transforms itself every day, dialetic movements under the guidance of time and about the action of art as a tool of constructiom of elements without memory, surprised, unbelieving, mysterious in their strange way of being, in their strange form of life.This is why, in front of them, we ask as if we were in front of our own mirror: where did they come from, who are they, where are they going to ?

 

And there they are grouped, elements coming from the same community, from the same genetics, from the same intelligence, members of the same collective, of the same colony. This is the beginning, the essence: between beings and things, these objects/ individuals articulate themselves in the construction of a private language, in the visual comparison between them, same and different, beings of each geography, of each moment.About them, for an exhibition in the Museu Nacional in Brasilia, I wrote: " They create dialogs between the world of the living beings and the inanimate objects. In this small world created by the artist, as dwelling of his ideas and of his objects, it is necessary to breathe and perceive slowly the dynamic of things."

 

If, in this exhibition in the Capital city of Brazil, these objects seemed to integrate a community which appeared through the solid surface of a permanent basis, in search of verticality and of height, here and now, in Sao Paulo, in his first big exhibition in his hometown, in Centro Cultural Correios, Armarinhos Teixeira comes from a submerged world, starting from research he did in Amazonia, where the movement of waters, the ebb and flow of the waters profoundly changes the landscape, conducted by the rythm of the ebbs and flows.In this new series, the submerged colonies create elements of great visual potency, in which time is the conductor of their transformations.So, industrial materials incorporate water plants and carnivorous plants, connecting them as nutrient transportation systems which make each artwork something in permanent transformation, mutant elements, precise and extremely poetic metaphors of walkers who live their karma of walking in the world looking for their meaning and for their reason.

 

Marcus de Lontra Costa 

São Paulo 2019 

ESTRANHA PAISAGEM

 

De onde vêm essas estranhas figuras que dominam todo esse espaço? Elas se apresentam dentro do universo e da dinâmica da arte, mas elas são, também, filhas da indústria, da botânica, da ciência. Por isso são assim, essa é a sua natureza, entre o Ser e a Coisa; o que parece ao primeiro olhar elegância e acaso é desenho, design, destino, definido pela pesquisa, pela verdade e pelo método. A sua história é a sua morfologia e, como bem define o artista, elas são obras sem memória.

 

E assim elas se apresentam: agrupadas, colônias, territórios ocupados, encantamento e ameaça, mistério da Esfinge, decifra-me ou te devoro. Em silêncio, estáticas, vivem na iminência do movimento, da algazarra, da invasão dos sentidos, da posse e da possessão. A arte começa quando acaba a natureza e é nessa fresta, nessa delicada fronteira que os objetos criados por Armarinhos Teixeira se apresentam. As suas estruturas, sólidas e definidas são recobertas por uma matéria estranha, mantas, mantos e mortalhas, e formam um organismo desafiador que opera no limite da razão e do mistério, da ordem e do caos.

 

Plantadas no interior da instituição que reverbera poder e afirmação, essas figuras se aproximam do drama humano a nos indagar: de onde viemos, quem somos, para onde vamos? Como sintetiza Ferreira Gullar, "a arte existe porque a realidade não basta". E assim elas seguem a sua sina, o seu destino de fazer da beleza um exercício de conhecimento e descobertas. Armarinhos Teixeira constrói com precisão as suas metáforas de vida, identificando, selecionando, editando corpos e mensagens, dialogando com a ciência e fazendo da experiência estética uma superação da contemplação do belo para invadir o território da reflexão, da capacidade da arte contemporânea ser uma ferramenta cada vez mais necessária como  instância de criatividade, de pesquisa e de inovação.

 

Marcus de Lontra Costa

São Paulo. janeiro. 2019

Nebulares 

Sobre as coisas e os seres 

 

De onde vêm essas estranhas figuras que dominam todo esse espaço? Elas se apresentam dentro do universo e da dinâmica da arte, mas elas são, antes de tudo, frutos da indústria, da botânica, da ciência. Por isso são assim, essa é a sua natureza, entre o Ser e a Coisa; o que parece ao primeiro olhar elegância e acaso é desenho, design, destino, definido pela pesquisa, pela verdade e pelo método. A sua história é a sua morfologia e, como bem define o artista, elas são obras sem memória.

 

  ​Armarinhos Teixeira atua com precisão cirúrgica e cada gesto seu é determinado pelo diálogo que ele estabelece com a matéria. Sobre ela ele se debruça sem trazer lembranças anteriores, valores estéticos ou éticos definidos e essas obras se organizam como organismos encantados, figuras estranhas que se movimentam e que pulsam, a oscilar entre a indústria e a botânica, entre a vida e a morte, entre aquele que age e aquele que reage, aquele que cria e aquele que obedece. 

 

     ​A potência e a verdade das suas formas é fruto de sua precisão conceitual. Aqui, a beleza e a inteligência caminham juntas e elas definem o espaço como um estranho jardim, com mistérios líquidos, formas e densidades nebulares, ninhos, casulos, determinados pela transversalidade de suas ações. Por tal motivo esses elementos de Armarinhos Teixeira oferecem ao espectador variadas leituras. Eles criam diálogos entre o homem e a máquina, entre a forma funcional e a liberdade estética, entre o mundo dos seres vivos e os objetos inanimados. Nesse pequeno mundo criado pelo artista como morada de suas ideias e de seus objetos, é preciso respirar e perceber lentamente a dinâmica das coisas. Elas comandam a aventura e convidam a todos a descobrir seus mistérios e seus encantos. La nave va.

 

 

Marcus de Lontra Costa

São Paulo. Novembro. 2018

 

Obra

 

Matéria têxtil; poliéster e pigmento, com procedimento manual de costura, colagem, modelagem e objetos de metais.

 

O meu projeto propõe a intensidade em unir estudos geográficos, biomas e as morfologias que se encontram, nesses estudos. Levando para três encontros,

 

Primeiro encontro, para a evolução do território, seja ele o brasil mapeando costumes culturais, geográficos e atmosféricos.

 

Segundo encontro, o domínio das transformações morfológicas de matérias sejam elas sintéticas, orgânicas e seus minerais, os quais se encontram na mata, nos vilarejos, nas grandes cidades e áreas isoladas

 

Terceiro encontro, daquilo que se unir, na construção, se apresentara numa (miragem contemporânea), revelando imagens, de organismos vivos...como primatas, elementos marítimos, entre eles estudos com aguas e solos.

Assim , formaliza Bioart. 

Work

 

Textile materials; polyester and pigment, with manual sewing, gluing, modeling and metal objects.

 

My project proposes the intensity of joining geographic studies, biomes and the morphologies that are found in these studies. Leading to three meetings,

 

First meeting, for the evolution of the territory, be it Brazil mapping cultural, geographic and atmospheric customs.

 

In the second meeting, the domain of morphological transformations of materials are synthetic, organic and their minerals, which are found in the forest, in the villages, in the big cities and isolated areas

 

The third meeting, of what to unite in the construction, presented itself in a (contemporary mirage), revealing images, of living organisms ... like primates, marine elements, among them studies with water and solos.

Thus, it formalizes Bioart.

 

The plastic artist, Armarinhos Teixeira, lives and works in São Paulo. Studies, in his artwork, the morphology of  things since 1990, that are among the city , the forest and the arid areas. An intense pathway of expression , the construction of new back ups, which spreads as a contemporary mirage. From there, he creates in extension: sculptures, installations , drawings and interrogative in other medias .

    Armarinhos Teixeira

          biografia\biography

O artista plástico, Armarinhos Teixeira, vive e trabalha em São Paulo. No seu trabalho, estuda a morfologia das coisas que estão entre a cidade, a mata e as áreas áridas. Numa via de expressão de intensidade, a construção de novos amparos, que se espalham com uma miragem contemporânea. A partir daí, cria em extensão: esculturas, instalações, desenhos e interrogativas em outras mídias.

 

Em 1982, deu início as oficinas de arte, no Centro Cultural São Paulo e mais tarde, aprimorou-se nas oficinas de arte da USP-Sp

Exposição

> Individual - Centro Cultural Correios SP 2019

> Individual - Museu Nacional da Republica, Brasilia 2019

> individual - Galeria Legado Arte,São Paulo 2018

> individual - USP Centro Universitário Maria Antonia,São Paulo 2018

 

> coletiva - Galeria HAG ,São Paulo Brasil 2018

> individual - consulado geral em Genebra, Suíça 2017

> individual - WTO OMC - organização mundial do comercio,Suíça 2017

> intervenção escultura urbana,Rio Rhy,Basel - Suíça 2017

> individual - brasilea Morfologia obiliqua, Basel, Suiça 2016

> Coletiva - ArtRio, Rio de Janeiro, Brasil 2016

> Coletiva - Face to Face, Coleção Ernesto Esposito Palazzo Fruscione, Salermo, Itália, 2016

 

> Coletiva SP-arte, São Paulo, Brasil, 2016

 

> Individual - Apresentando esculturas, Galeria Arte Hall, Espaço e-arte, São Paulo, Brasil, 2015 

 

> Coletiva - SP-arte, Arte Hall, São Paulo, Brasil, 2015

 

> Individual - Soro Ocupação, São Paulo, Brasil, 2015

 

> Coletiva - Galeria Pilar, São Paulo, Brasil, 2015

 

> Coletiva - Galeria Salar , Arte Lima, Lima, Peru, 2015

 

> Coletiva - SP-arte, São Paulo, Brasil, 2015

 

> Coletiva - Art Rio, Rio de Janeiro, Brasil, 2015

 

> Coletiva - Barcú /Bogotá, Colombia, 2015

 

> Individual - "Organismo Doce”, Banco do Brasil, Nova York, EUA, 2013/14

 

> Individual - Feira Parte USP, Galeria e-arte, São Paulo, Brasil 2014 

 

> Coletiva - “Memórias”, Home Art Gallery, Brasília, Brasil, 2013

 

> Coletiva - Museu da Gente Sergipana Aracaju, Sergipe, Brasil, 2012

 

> Individual - Museu do Homem Sergipano MHS, Aracaju, Sergipe, Brasil 2012

 

> Individual - "Ao comparável atiramos”, Galeria RV, Salvador, Bahia, Brasil  2012

 

> Coletiva - Centro Cultural Recoleta Buenos Aires, Argentina, 2011 

 

> Coletiva - 1 salão de Arte Contemporânea de Goiânia, Goiânia, Goiás, Brasil, 2011 

 

> Individual - Espaço Semear Fotografia Aracaju, Sergipe, Brasil, 2011

 

> Individual - Centro de Cultura Judaica São Paulo, Brasil, 2010

 

> Coletiva -  Fotografia 5 x 5 , Galeria Marcos Caiado, Goiânia, Goiás, Brasil, 2010

 

> Coletiva - Galeria Plastique, São Paulo Brasil, 2007 

 

> Coletiva - Galeria POP São Paulo, Brasil, 2007 

 

> Individual - Memorial América Latina São Paulo, Brasil, 2007

 

> Individual - Galeria B.I.L, Salvador, Bahia, Brasil, 2006

 

> Individual - Instituto Cultural Banco Real/Santander, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, 2003

 

> Individual - Instituto Cultural Bandepe/Banco do Estado de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brasil, 2002

 

 

Obras em acervo:

 

> Instituto Banco Real/Santander, Recife, Pernambuco, Brasil

 

> Centro Cultural Vergueiro, São Paulo, Brasil

 

> Petrobras, Salvador, Bahia, Brasil 

 

> Centro Cultural UFG, Goiânia, Goiás, Brasil

 

> Museu de Arte contemporânea de Goias (MAC), Goiânia, Goiás, Brasil

 

> MAM Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

 

> White Box, Manhattan, New York, EUA

 

> Arte Perpetual Establishment,Basel Suíça

The visual artist, Armarinhos Teixeira, lives and works in São Paulo. Studies, in his artwork, the morphology of  things that are among the city , the forest and the arid areas. An intense pathway of expression , the construction of new back ups, which spreads as a contemporary mirage. From there, he creates in extension: sculptures, installations , drawings and interrogative in other medias .

Armarinhos Teixeira , was born, lives and works in São Paulo

In 1982, participates in workshops at Centro Cultural São Paulo and later specialized  art workshops at USP-SP

Exhibitions

> intervention urban sculpture,River RHY,Basel Suiça 2017

> solo - WTO OMC in Geneva ,Suíça 2017

> solo - consulate general in Geneva, Suiça 2017

> solo - foundation Brasilea ,oblique morphol,Basel Suiça 2016

> Collective - "Face to Face" exhibition from the Ernesto Esposito collection, Palazzo Fruscione, Salermo, Italy, 2016

> Collective - ArtRio, Rio de Janeiro, Brasil 2016

> Solo - brasilea Morfologia obiliqua, Basel, Switzerland 2016

> Collective - SP- arte, São Paulo, Brazil, 2016

> Solo - Arte Hall Gallery - E-arte Gallery, São Paulo, Brazil, 2015

> Collective - Arte Hall, SP-arte, São Paulo, Brazil,  2015

> Collective - Salar Gallery, Art Lima, Lima, Peru, 2015

> Collective  - SP-arte, São Paulo, Brazil, 2015

> Collective - Art Rio, Rio de Janeiro, Brazil, 2015

> Collective- Barcú /Bogotá, Colombia, 2015

> Solo - Feira Parte, contemporary art fair, São Paulo, Brazil, 2015

> Solo - SORO Occupation, São Paulo, Brazil, 2105

> Collective - Pilar Gallery, São Paulo, Brazil, 2015

> Solo - “Organismo Doce”, Banco do Brasil, Manhattan, New York, USA, 2013/14

> Solo - E- arte Gallery, Feira Parte, USP, São Paulo, Brazil, 2014 

> Collective - “Memórias”, Home Art Gallery, Brasília, DF, Brazil, 2013

> Collective - MGS, Museu da Gente Sergipana, Aracaju, Sergipe, Brazil, 2012

> Solo - MHS, Museu do Homem Sergipano, Aracaju, Sergipe, Brazil, 2012

> Solo - "Ao comparável Atiramos”, RV Gallery, Salvador, Bahia, Brazil, 2012

> Collective - Recoleta Cultural Institute, Buenos Aires, Argentina, 2011

> Solo - Espaço Semear Fotografia, Aracaju, Sergipe, Brazil, 2011

> Solo - Jewish Cultural Institute, São Paulo, Brazil, 2010

> Collective - Marcos Caiado Gallery, Goiânia, Goiás, Brazil, 2010.

> Collective - First Contemporary Art Show, Goiânia, Goiás, Brazil, 2010 

> Collective - Gallery Plastique, São Paulo, Brazil, 2007 

> Collective - POP Gallery, São Paulo, Brazil, 2007 

> Solo - Memorial da America Latina, São Paulo, Brazil, 2007

> Solo - Gallery  B.I.L, Salvador, Bahia, Brazil, 2006 

> Solo - Cultural Institute Banco Real/ Santander, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brazil, 2003

> Solo - Cultural Institute Bandepe/ Banco do Estado de Pernambuco, Recife, Pernambuco, Brazil, 2002 

 

Acquis Works:

> Cultural Institute Banco Real /Santander, Recife, Pernambuco, Brazil

> Cultural Center Vergueiro, São Paulo, Brazil

> Petrobras, Salvador, Bahia, Brazil.

> Cultural Center UFG, Goiânia, Goiás, Brazil 

> MAC, Museu de Arte Contemporanea de Goiás,Goiania / Brazil

> MAM, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brazil

> White Box, Manhattan, New York, USA

> Arte Perpetual Establishment,Basel Suíça

Q&A

Armarinhos teixeira


1-How old are you?

42 years old.

 

2- where are you born?

São Paulo, Brazil.

 

3- what  your formation ?

Visual arts.

 

4- how you start your history with visual arts ?

i´m start in first art shop in cultural center of sao paulo, vergueiro in 1982.

 

5 how you define your work in art ?

in my line of work, i study the morphology  of things which is in between the city the forest and arid areas  in a way to express the intensity of construction of new protections, that´s spreads like a contemporary mirage, in a way to create in extention, sculptures, installations, drawings and interrogatives in others medias.

 

6- which techniques you use in your work ?

manipulation of solid materials, and flexible

 

7- which graduations schools you already done ?

all of improvements of discuss the way of contemporary.

 

8- which materials you use in your work ?

between traditional materials, textiles, irons, metals, woods and ephemeral.

 

9- talk a little bit about your work and which of  deserve highlights ?

in the face of volume of materials already be ordered, i have the task of keep the messenger of the infinity in my work, and permited in my sculptures in 360 degrees of all movements. in that way of be a contemporary mirage and save me from tedium and enter in curve with another beauty, of this world, which highlight the materials of high resistences for polyester sculptures, which i use since 1990

 

10- where you show your work, which places you like highlight. ?

(Brazil) Sao Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia (United States) New York, Miame (Italy) Rome, Salerno, (Switzerland) Basel (Argentina) Buenos Aires (Colombia) Bogota.

 

13-where we can find your work?

institutions, museums, collections  and some galleries.

 

14- can you share your schedule for this year and 2017?

Dates to define, London (gallery Sprovieri) New York (white box) Switzerland (Basel) Argentina (Buenos Aires) China (Beijin) Galaxy museun (Chilopgquing) meseu sculpture.

 

13- theres something about you or your work which you like to tell?

what make me busy it is a rotine, in science, like a philosophy, and morphology of things, botany, with expansion for literature, theatre, and a impulse for autors of infinity, like, Oscar Niemayer, Frank Lloyd Wright, Burle Max, Isamu Noguchi and Oscar Wilde.

1-Qual sua idade?

42 anos

 

2-Onde nasceu?

São Paulo SP

 

3-Qual sua formação acadêmica?

Artes plásticas

 

4-Como começou sua história com a arte?

Surgi nas primeiras oficinas de arte no centro cultural de são Paulo vergueiro, no ano de 1982

 

5- como você definiria sua arte?

No meu trabalho, estudo a morfologia das coisas que estão entre a cidade a mata e as áreas áridas numa via de expressão de intensidade a construção de novos amparos que se espalham como uma miragem contemporânea a partir-dai cria-se em extensão esculturas instalações desenhos e interrogativas em outras mídias.

 

6- Quais técnicas ultiliza em suas obras?

Manipulo matérias sólidos e flexíveis.

 

7- Quais cursos de especializações já fez?

Todos os aprimoramentos que discutem o caminho contemporâneo

 

8- Quais são os materiais utilizados em suas obras?

Entre os matérias tradicionais... materiais têxteis, metais, madeiras e efêmeros.

 

9-Fale um pouco sobre suas obras e quais merecem destaque?

Diante de um volume de materiais já ordenados tenho a tarefa em abrigar na minha obra os mensageiros do infinito como permitir em minhas esculturas 360 graus de todos os movimentos. Assim podendo ser uma miragem contemporânea e salvar-me do tedio e entrar em curva com outras belezas deste mundo. A qual em destaque os materiais de alta resistência para as esculturas de poliéster, que uso desde os anos 90.

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